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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Rio+20: Preços de Hotéis Levam Delegações Europeias a Encolher 30%
EQUIPE NUCSI20:50 0 comentários


Os preços cobrados por hotéis durante a Rio+20, que acontece no próximo mês de junho, fizeram com que as delegações europeias que vem ao país para o evento encolhesse em média 30%, de acordo com o chefe da Seção de Cooperação da Delegação da União Europeia no Brasil.
Da BBC Brasil no Rio de Janeiro

O Brasil tem sido alvo de muitos olhares no que diz respeito à promoção de eventos em escala global. A Copa de 2014 é a que chama mais atenção, devido aos atrasos nas obras por todo o país. Muitas são as críticas em relação à falta de preparo do país para comportar esses grandes eventos.
Em relação à Rio+20, que espera receber 50 mil pessoas, as quais serão hospedadas no Rio de Janeiro e em cidades vizinhas, já que a cidade sede do evento conta com 33 mil quartos e a procura é muito alta, foram feitas denúncias de que os preços das hospedagens estão abusivos, e isto acarreta na diminuição de pessoas nas delegações dos países participantes. Como disse o responsável pelas reservas da UE, Jérôme Poussielgue, “Para nós, essa conferência é muito importante e queremos que tenha resultados concretos. Estamos fazendo o necessário para poder ir, mas é um preço muito alto. Isso tem um impacto sobre o número de gente e sobre os diálogos que se pode ter.”
A preocupação de muitos nesse sentido, é a imagem negativa que essa situação pode gerar lá fora em relação ao Brasil, que em um momento de crise, preços altos não são nada atrativos. "É o primeiro megaevento de uma série que teremos no Rio e não podemos passar a ideia de que todo mundo quer tirar vantagem ali, em cima da hora. Não vai acontecer, estamos trabalhando com os três níveis de governo para isso", afirma Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH).
Campanhas estão sendo feitas pela ABIH para que os hotéis não aumentem muitos os preços em geral. É necessário cuidar da imagem do país em todos os sentidos, para que nos próximos eventos mundiais o país sempre possa ser, pelo menos, um dos indicados para sediá-los. Passar uma boa imagem à todas as pessoas só gerará mais lucro.
Por: Raquel Borsoi.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Dilma Rousseff nos Estados Unidos.
EQUIPE NUCSI14:37 1 comentários

Acompanhada de 7 ministros, a presidenta Dilma Rousseff chegou a Washington, capital dos Estados Unidos, nesse domingo (8). Dando início a sua agenda de compromissos, a presidenta se reuniu com 23 empresários brasileiros que investem nos Estados Unidos. O encontro foi organizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e acabou deixando claro que a presidenta dará ênfase no comércio Brasil-EUA, que cresceu 120% nos últimos 10 anos.
            A visita da presidenta ao país permitirá um aprofundamento na parceria Brasil-Eua. Na agenda, temas relacionados a comércio, investimentos, inovação, cooperação educacional, energia, ciência e tecnologia e assuntos da agenda global.
De fato, outro tema extremamente importante para o Brasil nessa visita seria um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Os Estados Unidos já reconheceram a “aspiração” brasileira, no entanto, progressos não foram feitos. Sabe-se que parte do descontentamento americano com o Brasil vem do aparente desejo brasileiro de ser “amigo de todos”, um exemplo disso foi o esboço de um acordo nuclear negociado pelo ex-presidente Lula com o Irã. Isso fez com que as relações diplomáticas do Brasil com os Estados Unidos ficassem à deriva. Por isso, o encontro entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente Barack Obama dessa segunda (9) também é importante para a retomada de uma confiança mútua, de maneira que divergências políticas parem de impossibilitar o aprofundamento das relações bilaterais. De qualquer maneira, possivelmente, para os Estados Unidos, o comércio estará no topo da agenda e não a diplomacia.

Outro ponto que chama atenção no que diz respeito à visita da presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos é o de que essa visita não é de Estado. No entanto, especialistas garantem que, apesar da imprensa tomar isso como uma polêmica, isso vai guiar os encontros para os temas que são de fato importantes. Ainda, anseia-se pelas reuniões de trabalho de Dilma Rousseff e de Barack Obama. Afinal, Dilma é muito mais discreta em sua ação internacional do que o antigo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mesmo assim, especialistas confirmam que a postura de Dilma passará confiança.
Hoje o Brasil é a 6° maior economia do mundo. Mas sabe-se que o Brasil investe apenas 1% de seu PIB em desenvolvimento e pesquisa. Segundo o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, o Brasil vai aos Estados Unidos não em busca de dinheiro, mas de know-how e investimento em ciência e tecnologia. Mas, para um aumento da produtividade de forma concreta, é preciso a qualificação da mão de obra nacional. É para isso que a presidenta, no dia 10, visitará o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Universidade de Harvard, onde se encontrará com bolsistas brasileiros selecionados pelo programa “Ciência sem Fronteiras”, que tem como meta conceder 75 mil vagas até 2015.
Esse é o começo de um novo capítulo para as relações Brasil-EUA. É preciso que exista uma conexão entre os interesses americanos e os interesses brasileiros. Sendo assim, a palavra-chave da visita da presidente Dilma aos Estados Unidos é cooperação. É preciso mais pragmatismo e menos ideologia.
Por: Laryssa Almeida.